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Caso Banco Master amplia pressão sobre órgãos de fiscalização

O caso envolvendo o Banco Master deixou de se concentrar apenas nas suspeitas relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro e passou a levantar outra questão: quem deveria ter identificado os problemas antes de a crise explodir?

A liquidação extrajudicial do banco foi decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, com a indisponibilidade de bens de controladores e ex-administradores.

As investigações também avançaram sobre o patrimônio mantido no exterior. A Polícia Federal acionou a Interpol para localizar imóveis, empresas, contas bancárias, aeronaves, embarcações e outros ativos ligados a Vorcaro. Posteriormente, André Mendonça autorizou o rastreamento internacional de bens e recursos dos investigados.

Segundo o professor Fernando Castelo Branco, em declaração a Rodrigo Constantino, as ferramentas disponíveis atualmente permitem rastrear patrimônio internacional com eficiência superior à existente durante a Operação Lava Jato. O levantamento pode subsidiar futuros bloqueios, confiscos e eventual repatriação de valores de origem ilícita.

Mas a investigação levanta uma questão ainda maior: como um problema dessa dimensão chegou tão longe sem ser identificado pelos mecanismos de controle?

Castelo Branco questiona a atuação das estruturas que deveriam funcionar como barreiras de proteção do sistema financeiro, incluindo fiscalização do Banco Central, auditorias independentes, CVM e órgãos responsáveis pela autorização de investimentos de fundos previdenciários.

A apuração, portanto, pode não se limitar ao destino do dinheiro. Também deverá esclarecer quem falhou na fiscalização e por que os mecanismos de proteção não impediram que o problema chegasse a essa dimensão.

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