A situação expõe uma divisão que já vinha sendo discutida nas articulações nacionais. Pivetta é o nome apoiado pelo Republicanos em Mato Grosso, enquanto Wellington permaneceu como candidato do PL, mesmo diante das negociações entre as duas legendas.
Segundo relatos divulgados durante as tratativas, o Republicanos buscava apoio do PL a candidatos do partido em diferentes estados, entre eles Mato Grosso. As negociações, porém, não resultaram em um acordo para retirar Wellington da disputa em favor de Pivetta.
O histórico político de Wellington também passou a ser lembrado nesse contexto. Em 2014, ele foi escolhido para coordenar, em Mato Grosso, a campanha de reeleição de Dilma Rousseff no segundo turno. A atuação é registrada tanto pela imprensa mato-grossense quanto em pronunciamento feito pelo próprio Wellington na Câmara dos Deputados.
Agora, Tarcísio, que ocupa posição de destaque nas articulações em torno da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, aparece publicamente ao lado de Pivetta em Mato Grosso.
O movimento evidencia como as alianças estaduais podem pesar nas estratégias nacionais e produzir disputas até mesmo entre grupos que, em determinadas circunstâncias, estão no mesmo campo político.









