Ao longo deste ano de 2026, o esporte de Jaguariúna nos presenteou com excelentes notícias, reafirmando a força e a diversidade da nossa população. Tivemos a honra de ver jovens mulheres subirem ao lugar mais alto do pódio, como a lutadora Sarah Godoi, campeã no Jiu-Jitsu; as meninas da Ginástica Rítmica, que conquistaram ouro e pratas com o brilhantismo de Ana Laura, Ana Luiza, Yasmin Alencar, Yasmin Marques, Brenda e Isabella; o ouro emocionante do nosso Vôlei Feminino Sub-21; e as vitórias imbatíveis de Marina Malachias no atletismo.
Mas se engana quem pensa que o mérito pertence apenas a quem está sob os holofotes de agora. Jaguariúna tem uma história profunda de pessoas que brilham em suas áreas porque, no dia a dia, estão treinando e trabalhando duro, no silêncio, para fazer acontecer. Vemos isso no hipismo, com o talento incansável de amazonas como Mariana Vicente e Mariana Hirata, além dos títulos nacionais conquistados por Luís Renato Pereira e Leonardo França na Expo Mangalarga. Vemos no tênis, que movimentou a cidade no Torneio Municipal e coroou campeões como Fábio Benati, Felipe Fatichi e Tatiane Igarashi.
O esporte é feito de pessoas
Vemos também na força das nossas artes marciais, com Isabella, Loriane e Gabriel garantindo medalhas no Taekwondo dos Jogos Regionais; com a atleta Nathalia trazendo o ouro do Campeonato Brasileiro de Kung Fu; e com a semente essencial plantada no Judô por meio da Copa Jaguariúna, que lotou o ginásio do Azulão e reuniu atletas de todas as idades. É a mesma paixão vista na várzea, que consagrou o Jardim Eliza e o XII de Setembro campeões do nosso Amadorzão.
Conhecer todos esses nomes e vê-los no topo em modalidades tão diferentes reforça uma premissa fundamental: a importância inegável de investir de forma ampla na Educação, no Esporte e em projetos de base. Dar às pessoas a oportunidade de escolherem a profissão ou a área que desejarem e fornecer o incentivo estrutural para isso é o que transforma o talento bruto em um cidadão realizado.
Um exemplo clássico dessa visão é a Escola das Artes de Jaguariúna. Idealizada e desenvolvida na virada para a década de 2010, o que mais importa em sua história não é a sua construção física em si, mas o fato de ter sido criada com a participação de muitas mãos. Mais valiosa do que a sua fundação é a sua continuidade. Um projeto bem-sucedido não tem dono; ele pertence à cidade. E uma cidade é construída exatamente por essa união de forças e cargos. Quando prefeitos, deputados e governadores deixam as vaidades de lado e trabalham juntos pelas pessoas, o resultado sempre é o melhor para a população.
Podemos fazer uma analogia muito clara entre a rotina de todos esses atletas e o período eleitoral. A campanha é o momento do treino: é a prática incansável de ouvir as pessoas, assim como o atleta ouve o seu técnico, absorve a orientação e ajusta a rota. O dia da vitória traz a visibilidade e o aplauso efêmero do público. Mas o que define um bom atleta e um bom político é o que acontece no dia seguinte.
Depois de ganhar o prêmio, o trabalho segue. Todos os outros dias de um mandato, assim como o ciclo contínuo de um esportista, são de muito suor, de escuta ativa e de execução, quase sempre sem ninguém aplaudindo. É o trabalho duro de quem faz porque ama a cidade, e não apenas pelo brilho do momento.
É por isso que as conquistas de hoje nos ensinam algo valioso sobre as nossas escolhas. Na hora de decidir os rumos de uma cidade, vale a pena lembrar de quem tem histórico; vale a pena observar quem já investiu nos outros, nos talentos, na Educação, no Esporte e na diversidade. Um líder que sempre trabalhou pelas pessoas sabe que a medalha no peito dura um instante, mas o compromisso em criar oportunidades diárias é o que fica. Que a dedicação dos jaguariunenses continue sendo a nossa maior e mais duradoura vitória.








