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Mendonça diz que pediu relatório pessoalmente a delegados por “cautela”

André Mendonça enviou a Edson Fachin, na noite desta segunda-feira (14), uma explicação sobre o pedido feito diretamente a delegados da Polícia Federal para ter acesso a um relatório relacionado ao caso Banco Master. A iniciativa é considerada atípica.

Segundo Mendonça, havia indícios de vazamentos na investigação e o documento envolvia autoridades como o procurador-geral da República e o diretor-geral da Polícia Federal. O ministro afirmou que agiu por cautela, para preservar o sigilo, a integridade dos autos e a eficiência da apuração, sem atribuir suspeitas a qualquer pessoa.

Na mesma noite, Alexandre de Moraes também se manifestou. O ministro classificou o relatório como ilegal, pediu a nulidade da investigação e afirmou não haver indícios de infração penal. Moraes ainda acusou Mendonça de agir por vingança.

O plenário do Supremo analisa nesta terça-feira (15) o relatório e decidirá, em sessão inédita, se Moraes deverá ser investigado. As manifestações apresentadas pelos ministros são argumentos de defesa e esclarecimento, e não decisões. O debate envolve principalmente o procedimento adotado e a competência para determinar uma apuração sobre integrante da própria Corte.

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