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Mendonça espera há mais de 100 dias material da irmã de sicário ligado a Vorcaro

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda há mais de 100 dias o material armazenado na conta em nuvem de Luiz Phillipi Mourão, apontado nas investigações como “Sicário” e ligado ao grupo de Daniel Vorcaro. A autorização para que a Polícia Federal acessasse os dados foi concedida pelo ministro, mas o conteúdo ainda não teria sido encaminhado ao gabinete.

A informação foi publicada pelo blog do jornalista Lauro Jardim, em O Globo. Em junho, ao analisar a prisão do pai e de um primo de Daniel Vorcaro, Mendonça mencionou a autorização para que a PF tivesse acesso ao iCloud de Mourão. A medida estava relacionada à suspeita de tentativa de interferência sobre testemunhas, entre elas a irmã de Mourão.

Segundo mensagens obtidas pelos investigadores e citadas na reportagem, a mulher teria afirmado que encontrou no material do irmão informações que poderiam “acabar com a família toda”. Um primo também teria relatado que ela “viu coisa demais” e precisou tomar medicamentos. Até o momento, porém, o conteúdo da conta não foi divulgado, e os relatos sobre o que teria sido encontrado permanecem como informações atribuídas a terceiros, não como prova pública.

A demora ocorre em meio ao conflito entre Mendonça e a Polícia Federal. Durante o período, o ministro determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, sob alegação de que a corporação teria realizado monitoramento envolvendo o magistrado. A decisão acabou suspensa posteriormente.

A situação coloca sob atenção o destino de um material que pode ter relevância para as investigações do caso Banco Master. Até que os dados sejam efetivamente entregues e analisados, não é possível saber o que existe na conta de Mourão nem se o conteúdo confirma ou não as suspeitas mencionadas no processo. A reportagem de O Globo também não apresenta uma justificativa da Polícia Federal para a demora no encaminhamento do material.

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