O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou um documento de 27 páginas no qual questiona quais ministros estariam habilitados a participar do julgamento relacionado à investigação envolvendo Alexandre de Moraes no caso Banco Master. O decano também defende que o processo envolvendo Moraes seja analisado junto ao caso de André Mendonça e retirado das mãos do presidente da Corte, Edson Fachin.
Entre os pontos levantados, Gilmar menciona mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, nas quais aparecem referências ao ministro Kassio Nunes Marques, a precatórios e ao advogado Kevin Marques, filho do magistrado. A partir dessas mensagens, Gilmar sustenta que Nunes Marques poderia “não estar habilitado” para participar do julgamento. Nunes Marques nega ter atuado em favor de Vorcaro e afirma que seu filho nunca recebeu dinheiro do banqueiro.
Gilmar também questiona a atuação de André Mendonça e afirma que o ministro teria esperado o período eleitoral para produzir um relatório que implicou Moraes. Mendonça nega parcialidade. No documento, Gilmar utiliza a expressão “Aqui não há covardes!” ao criticar o que considera uma condução inadequada do episódio.
O próprio Gilmar é citado em mensagens relacionadas a Vorcaro por meio de seu ex-cunhado, apontado como lobista. O ministro nega qualquer envolvimento no esquema investigado. Com o pedido, a análise sobre a eventual investigação de Moraes deve ser novamente adiada, enquanto o STF avalia previamente quais ministros poderão participar do julgamento.







