Em abril de 2025, mensagens extraídas pela Polícia Federal mostram que o banqueiro Daniel Vorcaro comemorou a publicação de uma reportagem sobre a contratação do escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, pelo Banco Master.
O link foi enviado por Augusto Lima, ex-sócio do banco. “Melhor matéria que fizeram nossa na semana”, respondeu Vorcaro. Posteriormente, a PF encontrou um contrato de R$ 131 milhões com o escritório de Viviane e de seus filhos. Segundo informações atribuídas à CPI do Crime Organizado, R$ 80 milhões foram pagos entre 2024 e 2025.
Um mês antes, Lima havia enviado a Vorcaro uma notícia sobre o arquivamento da investigação contra Ibaneis Rocha relacionada aos atos de 8 de janeiro. Seis minutos depois, o banqueiro ligou para o ex-sócio.
A PF também aponta que a última edição do contrato foi realizada por um usuário ligado ao ministro. Viviane afirmou que consultou o marido sobre possíveis impedimentos legais. Até o relato apresentado, Moraes, o escritório e Lima não haviam se manifestado.
A sequência de mensagens, pagamentos e registros contratuais levanta questionamentos sobre a relação entre o banco e o escritório. A existência desses registros, por si só, não comprova irregularidade ou interferência indevida.









