Internacional

A história se repete: partido de Trump perde maioria no Congresso nas eleições de meio de mandato

A vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato realizadas nesta terça-feira (3) confirmou uma tendência recorrente na política dos Estados Unidos: o partido que ocupa a Casa Branca geralmente perde espaço no Congresso durante as chamadas midterms. O resultado representa um revés para Donald Trump, que passa a enfrentar uma oposição com maioria nas duas Casas legislativas.

Desde 1970, o partido do presidente perdeu cadeiras na Câmara dos Representantes em praticamente todas as eleições de meio de mandato. Entre as exceções estão 1998, durante o governo de Bill Clinton, e 2002, na administração de George W. Bush, quando o apoio ao presidente aumentou após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

No Senado, o comportamento histórico apresenta mais variações, já que apenas parte das cadeiras é submetida à votação a cada dois anos. Ainda assim, a tendência também favorece a oposição. Levantamento histórico citado pela Reuters aponta que, nas últimas oito décadas, o partido presidencial conseguiu ampliar sua representação no Congresso em apenas duas eleições de meio de mandato.

As midterms funcionam como uma avaliação do governo no meio do mandato presidencial. Insatisfações com a economia, decisões políticas e outras questões nacionais frequentemente impulsionam candidatos da oposição, permitindo que o eleitorado estabeleça um novo equilíbrio de forças no Legislativo.

O resultado de 2026 devolve aos democratas o controle da Câmara e do Senado, criando obstáculos para a agenda legislativa de Trump e ampliando o poder de fiscalização sobre sua administração. O presidente terá de negociar com uma oposição fortalecida para avançar em suas propostas nos dois últimos anos de mandato.

O sistema americano de pesos e contrapesos permite que o Congresso limite a atuação do Executivo, impedindo que o presidente concentre o controle das principais decisões nacionais.

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