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Planalto vê crise no Paraguai como revés para aliados de Trump na América Latina

O Palácio do Planalto avalia que a crise política envolvendo o presidente paraguaio Santiago Peña representa um revés para lideranças de direita alinhadas a Donald Trump na América Latina. A avaliação, segundo a CNN Brasil, é de que o episódio se soma a outros resultados políticos recentes que contrariaram aliados do presidente americano.

O governo considera que o episódio representa o terceiro revés consecutivo para esse campo político, após a reeleição de Lula no Brasil e o resultado desfavorável aos republicanos nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos.

Peña mantinha proximidade política com Trump e com o presidente argentino Javier Milei. Durante sua gestão, o Paraguai também aderiu ao Escudo das Américas, iniciativa de segurança regional lançada pelo governo norte-americano em março.

Publicamente, o Itamaraty evita comentar a crise e considera a sucessão presidencial um assunto interno do Paraguai. Brasília, entretanto, acompanha os possíveis impactos da instabilidade na cooperação fronteiriça e na parceria entre os dois países em Itaipu.

A origem da crise: a saída de Peña está relacionada ao escândalo envolvendo o Ueno Bank, instituição da qual foi sócio até março de 2025, e à perda de apoio dentro do próprio Partido Colorado. Portanto, não se trata de uma vitória eleitoral da esquerda sobre a direita paraguaia.

Atualização: nesta sexta-feira (6), o Congresso já havia rejeitado a renúncia apresentada por Peña, enquanto o processo de impeachment avançava no Senado.

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