O presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia, Romer Saucedo, de 38 anos, deixou o país acompanhado da esposa e dos três filhos após o Ministério Público solicitar sua prisão por suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e organização criminosa.
Segundo o procurador-geral interino da Bolívia, Saucedo teria deixado o território boliviano por via terrestre. A principal suspeita das autoridades é que ele tenha entrado no Brasil. A Interpol deverá ser acionada para auxiliar nas buscas e na localização do magistrado.
Saucedo afirma ser vítima de perseguição política do governo do presidente Rodrigo Paz, de centro-direita, e acusa autoridades de produzir provas falsas contra ele. O governo boliviano nega as acusações. A investigação tramita sob sigilo, com depoimentos de testemunhas protegidas.
O caso também provocou mudanças na direção do tribunal. Saucedo recebeu prazo de seis dias para reassumir suas funções, enquanto uma presidente interina foi nomeada. O magistrado já havia apresentado renúncia em outubro, com saída prevista para janeiro de 2027.
Na Bolívia, o crime de tráfico de drogas pode resultar em pena de até 25 anos de prisão. Até o momento, porém, não há confirmação oficial de que Saucedo esteja em território brasileiro, e ele ainda não foi julgado pelas acusações.







