Internacional

Protestos na Europa contra o custo de vida levantam questionamento: até quando o brasileiro vai suportar?

Na Alemanha, milhares de jovens da chamada Geração Z foram às ruas em 34 cidades. Entre as reivindicações estavam investimentos em educação e saúde, redução do custo de vida e oposição à retomada do serviço militar obrigatório.

No Brasil, o cenário econômico também apresenta sinais de pressão sobre o orçamento doméstico. Dados do Banco Central divulgados em outubro apontaram que o comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas chegou a 29% em agosto, o maior percentual da série histórica.

A pressão pode aumentar em fevereiro de 2027, quando entrarão em vigor as novas alíquotas fixas do ICMS sobre combustíveis e gás de cozinha, aprovadas pelo Confaz. O imposto sobre o diesel passará de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, enquanto o gás de cozinha terá reajuste de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo.

O paralelo entre Europa e Brasil levanta uma questão: até que ponto a população consegue absorver aumentos sucessivos no custo de vida sem reagir? As manifestações europeias mostram que dificuldades econômicas, quando acompanhadas da percepção de falta de perspectivas, podem transformar insatisfação individual em mobilização coletiva.

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