A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) retirou do ar conteúdos jornalísticos sobre política e ações de governo durante o período eleitoral. Segundo a estatal, a medida segue orientações da Secretaria de Comunicação Social (Secom), da Advocacia-Geral da União (AGU) e da consultoria jurídica da própria empresa para atender às regras eleitorais.
A decisão foi criticada pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e por sindicatos da categoria, que classificam a iniciativa como censura. As entidades afirmam que cerca de 146 mil conteúdos, entre reportagens, áudios, podcasts e fotografias, podem ser afetados e defendem que a legislação eleitoral não determina a remoção de material jornalístico já publicado.
O caso reacendeu o debate sobre os limites das restrições previstas no período eleitoral e sobre a preservação do acesso ao acervo jornalístico produzido por veículos públicos.






