O Banco da Inglaterra decidiu substituir figuras históricas presentes nas cédulas britânicas por imagens da fauna e da flora do país. Entre os nomes que deixarão de estampar o dinheiro estão o ex-primeiro-ministro Winston Churchill, a escritora Jane Austen, o pintor J. M. W. Turner e o matemático Alan Turing. Documentos divulgados pela imprensa britânica apontam que uma pesquisa classificou essas personalidades como “elitistas e divisivas”, por supostamente não representarem a diversidade contemporânea do país.
A instituição nega que a decisão tenha sido tomada com base nesse levantamento e afirma que a mudança decorre de consultas públicas anteriores, nas quais temas ligados à natureza receberam maior apoio popular, além de questões relacionadas à segurança contra falsificações. Ainda assim, a revelação gerou forte repercussão política e cultural.
Críticos da medida afirmam que a retirada de personagens centrais da história britânica enfraquece a conexão das novas gerações com o passado nacional. Entre os opositores estão a líder conservadora Kemi Badenoch e Nigel Farage, que classificaram a mudança como uma tentativa de apagar símbolos históricos que ajudaram a moldar o Reino Unido moderno. O episódio amplia o debate sobre memória, identidade e os limites da revisão cultural no Ocidente.







