Rui Costa e Márcio França deixaram seus cargos no governo federal para disputar as eleições de 2026, mas continuarão recebendo remuneração equivalente à de ministro por até seis meses. A medida foi autorizada pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República.
A chamada quarentena remunerada é um mecanismo previsto na legislação para impedir que ex-ocupantes de cargos estratégicos utilizem informações privilegiadas ou estabeleçam vínculos com a iniciativa privada que possam gerar conflitos de interesse logo após deixarem o governo.
No caso de Rui Costa e Márcio França, ambos ingressarão na disputa eleitoral. Rui Costa pretende concorrer ao Senado pela Bahia, enquanto Márcio França será candidato a vice-governador de São Paulo na chapa encabeçada por Fernando Haddad.
A autorização reacendeu o debate sobre a aplicação da quarentena remunerada em situações envolvendo candidatos a cargos eletivos. Críticos da medida argumentam que o pagamento de recursos públicos durante o período de campanha gera questionamentos sobre o uso do instituto, enquanto defensores sustentam que o benefício decorre da legislação vigente e não é automaticamente perdido em razão da candidatura.
O caso volta a colocar em discussão os critérios para concessão da quarentena remunerada e o equilíbrio entre a prevenção de conflitos de interesse e a utilização de recursos públicos.









