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Governo cita aval do TCU, mas dúvidas persistem sobre contrato da COP30

A Embratur afirmou que a contratação da Qualitours para fretamento de navios na COP30 seguiu critérios legais e foi aprovada por unanimidade pelo Tribunal de Contas da União, conforme o Acórdão 756/2026. O valor executado ficou em R$ 350,2 milhões, abaixo do teto previsto, e o modelo foi considerado mais vantajoso que alternativas com pagamento antecipado em moeda estrangeira.

Segundo o governo, a operação contou com estruturação do BTG Pactual e não teve participação do Banco Master. Ainda assim, a ligação indireta entre a holding BeFly — controladora da Qualitours — e recursos vinculados ao banco levanta questionamentos que não foram plenamente esclarecidos.

Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras apontou movimentação considerada atípica envolvendo valores em espécie. Embora o TCU ateste regularidade formal, o caso evidencia que conformidade jurídica não elimina dúvidas sobre possíveis conflitos de interesse.

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