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Lula muda o tom e passa a criticar STF em busca de votos no segundo turno

Em busca de votos para o segundo turno da disputa presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mudou o tom em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante uma reunião com articuladores de sua campanha. O presidente afirmou carregar nos ombros parte do peso da crise que atinge a Corte e defendeu a discussão sobre a fixação de mandatos e mudanças nos critérios para escolha dos ministros.

Durante o encontro, Lula afirmou que sua campanha representa uma alternativa “antissistema” e citou as recentes repercussões envolvendo o caso Banco Master. O presidente também declarou que a escolha dos integrantes do STF não deve atender a interesses particulares do chefe do Executivo de ocasião nem sofrer influência de pressões políticas ou econômicas. Ao defender mudanças, afirmou ainda que ninguém está acima da lei.

A mudança de discurso, porém, contrasta com a relação construída pelo próprio Lula com o Supremo ao longo de seus governos. O presidente foi responsável pela indicação de ministros que hoje integram a Corte, entre eles Cristiano Zanin, que foi seu advogado, e Flávio Dino, ex-ministro da Justiça de seu governo. Lula também indicou Cármen Lúcia em seu primeiro mandato.

A nova postura ocorre após um primeiro turno marcado por forte disputa política e elevado número de abstenções. Ao colocar o funcionamento do STF no centro do discurso eleitoral, Lula tenta reposicionar sua campanha diante do desgaste envolvendo as instituições e ampliar o diálogo com setores do eleitorado que demonstram resistência ao atual cenário político.

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