Lula voltou a usar Donald Trump e a relação de seus adversários com os Estados Unidos como arma política durante uma caminhada em Juazeiro do Norte, no Ceará. O presidente pediu que apoiadores não acreditassem em “mentiras da internet” e afirmou que nenhuma ajuda estrangeira seria capaz de decidir a eleição brasileira.
“Pode vir o americano que quiser, jamais ele ganhará de um pernambucano e de um cearense”, declarou.
Lula também reforçou o discurso de soberania nacional, dizendo que o Brasil tem apenas um dono: o próprio povo brasileiro.
A estratégia, porém, revela uma tentativa cada vez mais evidente de transformar Trump em um personagem da disputa eleitoral brasileira. Mesmo sem ser candidato no país, o presidente americano passou a ocupar espaço frequente no discurso de Lula, especialmente após a aproximação de Flávio Bolsonaro com Trump.
Flávio se encontrou com o presidente americano em maio e afirmou que não buscou apoio eleitoral. Ainda assim, Lula vem explorando politicamente essa relação para apresentar seus adversários como próximos demais dos interesses dos Estados Unidos.
Com a eleição de 2026 se aproximando, o discurso indica que Lula pretende transformar a disputa não apenas em uma escolha entre candidatos, mas também em um confronto entre sua ideia de “soberania” e aquilo que tenta caracterizar como influência estrangeira sobre a política brasileira.









