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Rival de Musk, mega foguete de Jeff Bezos recebe aval para voar

New Glenn na decolagem durante a missão NG-3, em 9 de abril de 2026Reprodução Blue Origin

Um outro mega foguete está “na pista” pronto para novas operações. O New Glenn, pertencente à Blue Origin, retomou as suas operações após liberação da agência reguladora de aviação dos Estados Unidos (FAA). A retomada foi após validação das análises técnicas de segurança, recolocando a empresa fundada pelo bilionário Jeff Bezos de volta na disputa direta pelo mercado.  Conheça o foguete:

O principal concorrente desta estrutura é o Starship, veículo espacial gigantesco operado pela SpaceX, de Elon Musk. Ele é considerado o maior foguete do mundo, e teve seu último lançamento bem sucedido na mesma data que o New Glenn voltou ao mercado. 

O foguete New Glenn na plataforma de lançamento em LC-36, antes da missão NG-3.Reprodução Blue Origin

Com o sinal verde após a regulação federal, a infraestrutura de Cabo Canaveral já se prepara para os próximos lançamentos, abrindo uma fase de concorrência aberta nos limites do espaço.

Entenda o que aconteceu

A Blue Origin conseguiu a autorização do órgão governamental norte-americano após uma investigação detalhada e supervisionada sobre imprevistos na última missão do foguete, realizada em abril de 2026. 

Na ocasião, aconteceu um vazamento no sistema de resfriamento do veículo espacial que congelou a linha hidráulica, gerando uma instabilidade inesperada na força dos motores do segundo estágio. Devido a essa situação, acabou sendo inserido um satélite de comunicações em uma órbita diferente do que era planejado. 

Diante disso, teve a correção das falhas operacionais e foi aplicado novas diretrizes de prevenção exigidas pelas autoridades, liberando o New Glenn e o credenciando para voltar à ativa.

O Gigante New Glenn

Segudo informações da Blue Origin, o foguete de Bezos tem altura equivalente a um edifício residencial de aproximadamente 30 andares, com longos 98 metros. O veículo tem porte e engenharia robusta. A carta na manga do projeto é a modernidade e sustentabilidade econômica, com reaproveitamento estrutural desde o seu primeiro estágio.

Por exemplo, a seção inferior, responsável pelo empurrão inicial que tira o foguete do chão, foi intencionalmente projetada para pousar verticalmente em plataformas marítimas, podendo ser reutilizada por até 25 missões consecutivas, o que faz despencar o preço final de cada operação.

New Glenn na decolagem durante a missão NG-3, em 9 de abril de 2026Reprodução Blue Origin

Outra peculiaridade do foguete segundo a empresa de Bezos é que o gigante de ligas metálicas tem coração mecânico composto por sete motores do tipo Blue Engine 4 (BE-4), com tecnologia e engenharia conhecida como a mais avançada do mundo, desenvolvidos pela própria companhia. Eles são alimentados por uma mistura diferenciada de gás natural liquefeito e oxigênio líquido, que geram uma força de decolagem superior a 1.700 toneladas. 

Essa potência mecânica garante ao New Glenn a capacidade de transporte superior a 45 toneladas de carga para a órbita baixa da Terra, o que o torna um veículo e ferramenta espacial logística altamente robusta.

Titãs na Órbita

A empresa de lançamentos de Elon Musk liderava quase que exclusivamente, o segmento de lançamentos privados de alta capacidade através do modelo Starship, que também está em fases de testes. Com a chegada do New Glenn, o “imperialismo” da SpaceX é quebrado e oferece tanto a governos quanto a consórcios internacionais de telecomunicações, uma alternativa competitiva.

Apesar do Starship apresentar dimensões um pouco maiores (124 metros de altura) com proposta de reutilização integral das duas metades da estrutura, a Blue Origin aposta em revestimento externo robusto de cerca de sete metros de diâmetro, que acomoda grandes quantidades de satélites ou módulos pesado de uma só vez.

Segundo o setor estratégico e comercial da diretoria executiva da Blue Origin, a previsão é de uma ocorrência intensa de voos no decorrer de todo segundo semestre de 2026.

No cronograma oficial da empresa está previsto o posicionamento da plataforma de distribuição orbital Blue Ring e também o fornecimento de suporte logístico ao programa Artemis, iniciativa da agência espacial americana (NASA), que foi criada para restabelecer a presença humana na superfície da Lua de forma contínua.

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