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Novo Desenrola volta ao radar e levanta alerta sobre uso do FGTS

O governo federal deve lançar uma nova versão do programa Desenrola logo após o retorno da viagem à Europa, previsto para a próxima terça-feira (21). A confirmação veio do ministro substituto da Fazenda, Dario Durigan.

A proposta ainda está em elaboração, mas já sinaliza a possibilidade de uso do FGTS para quitação de dívidas com impacto estimado em R$ 7 bilhões, recursos que sairiam diretamente do fundo do trabalhador para o sistema financeiro.

O histórico da primeira edição acende o sinal de alerta. Apesar de renegociar R$ 58 bilhões em dívidas para cerca de 15 milhões de pessoas, o efeito prático foi questionado: para cada R$ 1 renegociado, surgiram R$ 1,15 em novas dívidas. Após o fim do programa, o número de inadimplentes saltou para 81,4 milhões, acima dos 72,9 milhões registrados anteriormente.

Em março de 2026, o endividamento das famílias atingiu 80,4%, o maior já registrado. O novo programa surge em meio a esse cenário e levanta debate sobre seus efeitos reais. A estratégia de estímulo imediato, com impacto direto no bolso do trabalhador, reacende discussões sobre sustentabilidade e consequências no médio prazo.

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