Romeu Zema foi direto ao ser questionado sobre a possibilidade de compor como vice em uma eventual chapa com Flávio Bolsonaro durante a Agrishow, nesta terça-feira. “No segundo turno estaremos todos juntos para tirar o PT de lá”, afirmou. Apesar da sinalização política, evitou cravar posição sobre a formação da chapa: “Está muito prematuro. O partido que define. Fico um pouco mais distante dessas articulações.”
Nos bastidores, fontes do PL ouvidas pela CNN interpretam a postura como estratégica. Avaliam que Zema está “valorizando o passe”, adotando uma rejeição momentânea como parte do jogo político. Sem confirmar ou negar, o governador deixa aberta a possibilidade de composição futura, enquanto fortalece seu próprio peso dentro do cenário nacional.
O nome de Zema ganha relevância por representar o eleitorado liberal-conservador de Minas Gerais, estado considerado decisivo. Uma eventual aliança com Flávio Bolsonaro ampliaria o alcance eleitoral e consolidaria forças para o segundo turno. Paralelamente, o avanço político do governador vem acompanhado de pressões judiciais, seguindo um padrão já observado contra nomes em ascensão no campo conservador.





