O advogado Jeffrey Chiquini, responsável pela defesa do deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), elevou o tom no Conselho de Ética da Câmara ao classificar o processo de suspensão contra parlamentares da oposição como um “assassinato do ordenamento jurídico brasileiro”. Durante a sessão desta terça-feira (5), Chiquini afirmou que as imagens do plenário demonstram que Van Hattem não impediu o funcionamento da Casa, sustentando que não houve ocupação efetiva da Mesa Diretora nem obstrução dos trabalhos.
A ação envolve também os deputados Marcel Pollon (PL-MS) e Zé Trovão (PL-SC), todos alvo de pedido de suspensão de dois meses após protesto realizado em agosto de 2025 contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. A defesa atacou o parecer apresentado pelo relator Moses Rodrigues (União-CE), classificando o documento como “ilegal” e “inconstitucional”.
Em discurso, Van Hattem afirmou que o processo representa perseguição política contra parlamentares que exerceram direitos de manifestação de forma pacífica. O episódio intensifica o debate sobre liberdade parlamentar, atuação do Conselho de Ética e os limites da interferência entre os Poderes em meio ao atual ambiente de tensão política no país.







