Chile, Argentina, Peru, Bolívia e Equador firmaram nesta semana o chamado “Compromisso de Santiago”, um acordo voltado à coordenação regional no combate ao crime organizado transnacional e ao narcotráfico. O pacto prevê integração entre forças de segurança, compartilhamento de informações estratégicas, rastreamento de recursos ilícitos e ações conjuntas nas fronteiras. Os países também assumiram o compromisso de apresentar resultados concretos em um novo encontro previsto para ocorrer em Buenos Aires dentro de seis meses.
O que chamou a atenção, porém, foi a ausência do Brasil nas discussões. Mesmo sendo a maior nação da América do Sul e enfrentando a atuação de organizações criminosas que possuem influência além das fronteiras nacionais, o governo brasileiro não participou da reunião. A exclusão ocorre justamente em um momento em que cresce a preocupação internacional com o avanço do narcotráfico e das facções criminosas na região.
A situação reforça críticas sobre o isolamento diplomático do governo Lula em temas ligados à segurança pública. Enquanto países vizinhos articulam uma frente comum contra o crime organizado, o Brasil permanece fora das principais iniciativas regionais e também diverge de ações adotadas pelos Estados Unidos contra facções criminosas. Para especialistas, a ausência brasileira em fóruns estratégicos enfraquece a cooperação internacional e levanta dúvidas sobre a capacidade do país de liderar esforços conjuntos em uma das áreas que mais preocupam a população.






