A defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB e preso desde abril no âmbito das investigações do Caso Master, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação de sua prisão preventiva. Os advogados também criticaram a falta de avanço nas negociações para um possível acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo o advogado Davi Tangerino, Costa manifesta interesse em colaborar com as autoridades desde o início das investigações, mas ainda não teria recebido retorno efetivo sobre a proposta. A defesa sustenta ainda que o ex-executivo não foi interrogado formalmente e destaca que os fatos investigados estão relacionados ao período em que ocupava a presidência do banco, função da qual já foi afastado.
Ao pedir a soltura, os advogados argumentam que Costa pode responder ao processo em liberdade e colaborar com a Justiça. Por outro lado, a investigação aponta que ele teria papel relevante em operações envolvendo a aquisição de títulos ligados ao Banco Master. Na decisão que determinou a prisão, o ministro André Mendonça classificou o ex-presidente do BRB como peça importante nas transações sob apuração. O caso também envolve suspeitas relacionadas a imóveis de alto valor e segue em investigação, sem conclusão definitiva sobre as acusações.









