Larissa Amorim morreu em 14 de maio, após aguardar por 59 dias o fornecimento do medicamento blinatumomabe para o tratamento de leucemia. A família havia obtido uma liminar do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) determinando que a União disponibilizasse imediatamente o remédio.
Segundo a decisão judicial, cabia ao Ministério da Saúde providenciar o fornecimento do medicamento, que já havia sido incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) após avaliação técnica. No entanto, o tratamento não foi entregue antes da morte da paciente.
Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que adotou todas as providências cabíveis e sustentou que o blinatumomabe não era indicado para as características clínicas apresentadas por Larissa. A família, por sua vez, defende que a medicação deveria ter sido fornecida conforme determinação da Justiça.
O caso motivou a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) a acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR), apontando possíveis falhas estruturais no acesso a medicamentos já incorporados ao SUS.
A morte da paciente reacendeu o debate sobre o cumprimento de decisões judiciais na área da saúde e sobre a efetividade da distribuição de tratamentos de alto custo pelo sistema público.









