A ação tem como base a participação de Flávio na Festa do Peão de Barretos, realizada no dia 22 de agosto. Na ocasião, ele subiu ao palco ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, diante de um grande público. Flávio foi apresentado como candidato à Presidência e fez um discurso direcionado ao setor do agronegócio.
Para os advogados da campanha petista, a estrutura privada do evento, mantida por patrocinadores, teria sido utilizada para beneficiar eleitoralmente Flávio. A tese é de que a participação teria configurado abuso de poder econômico, funcionando, na avaliação da campanha, como uma espécie de showmício.
A argumentação, porém, enfrenta um precedente recente. Um dia antes da divulgação da nova ação, o TRE de São Paulo rejeitou um pedido da coligação de Lula relacionado a publicações de Tarcísio sobre o mesmo evento. Na decisão, a Justiça considerou o caráter tradicional e cultural da Festa do Peão e entendeu que a simples presença de candidatos não caracteriza, por si só, propaganda eleitoral irregular.
A ação contra Flávio tem fundamentos próprios e ainda será analisada pelo TSE.
Politicamente, entretanto, o episódio já ganhou outra dimensão. Flávio esteve em um dos maiores eventos do calendário do agronegócio, foi recebido com aplausos e teve espaço para falar diretamente ao público.
Agora, a campanha de Lula tenta levar o caso ao tribunal e pede que Flávio fique fora da disputa presidencial.
A decisão, daqui para frente, caberá à Justiça Eleitoral.









