“Vamos fazer o diabo para ganhar no primeiro turno. Nossas análises indicam que um segundo turno seria muito complicado”, teria dito o presidente, de acordo com o relato.
A segunda parte da declaração chama ainda mais atenção. Se confirmada, indicaria que a própria campanha de Lula considera uma eventual segunda etapa da eleição um cenário difícil.
A lógica é conhecida: em um segundo turno, candidatos de oposição que hoje disputam votos entre si poderiam acabar concentrando forças em torno de um único adversário.
A expressão “fazer o diabo”, por sua vez, não é novidade no vocabulário político do PT. Em 2013, a então presidente Dilma Rousseff também usou a mesma expressão ao falar sobre disputas eleitorais.
Agora, 13 anos depois, a frase volta ao centro do debate eleitoral, desta vez atribuída a Lula.
O contexto político também chama atenção. Enquanto a campanha petista busca barrar judicialmente a candidatura de Flávio Bolsonaro, Lula teria admitido nos bastidores que sua estratégia é evitar, a qualquer custo, uma eleição em dois turnos.
É claro que “fazer o diabo” pode ser apenas uma força de expressão para dizer que a campanha pretende trabalhar duro.
Mas, se a declaração foi realmente feita dessa maneira, ela revela uma preocupação bastante clara com o cenário de segundo turno.









