Os Estados Unidos anunciaram restrições de visto contra 27 autoridades e ex-autoridades da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, citadas pelo governo americano em acusações relacionadas à corrupção e ao narcotráfico. As medidas incluem a revogação de vistos já concedidos e a suspensão da possibilidade de emissão de novos documentos.
A maior parte dos alvos está na Bolívia. A lista inclui integrantes do Judiciário, promotores, um coronel da polícia, um ex-ministro da Justiça e outras autoridades. Em alguns casos, as restrições também alcançam familiares dos envolvidos.
Em uma medida separada, o governo americano anunciou sanções contra o procurador-geral da Bolívia, Roger Mariaca, a quem acusa de receber propina para facilitar atividades relacionadas ao narcotráfico e ajudar criminosos a escapar da Justiça. As acusações foram apresentadas pelo governo dos Estados Unidos.
O Departamento de Estado relacionou as medidas aos compromissos do Escudo das Américas, coalizão regional voltada ao combate ao crime organizado, ao narcotráfico e a outras ameaças. PCC e Comando Vermelho aparecem entre as organizações colocadas sob a mira da iniciativa.
O Brasil não integra a coalizão e nenhuma autoridade brasileira foi incluída nas medidas anunciadas. As restrições de visto têm caráter administrativo e, conforme as informações divulgadas pelos EUA, baseiam-se em acusações do governo americano, não em condenações judiciais nos países de origem.









