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Defesa de Bolsonaro pede prorrogação de prisão domiciliar humanitária

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes a prorrogação da prisão domiciliar humanitária, cujo prazo de 90 dias se encerra nesta quinta-feira (25).

Segundo os advogados, embora Bolsonaro apresente estabilidade clínica, essa condição dependeria diretamente do controle contínuo de suas comorbidades no ambiente domiciliar. O pedido destaca a necessidade de supervisão familiar para administração de medicamentos e controle de dieta, além de acesso rápido a atendimento médico em caso de intercorrências.

O novo relatório médico anexado ao processo descreve um quadro de “multimorbidade complexa”. Entre as condições apontadas estão histórico de pneumonias aspirativas recorrentes, sequelas de cirurgias abdominais, instabilidade postural com risco de quedas, recuperação de cirurgia no ombro direito e uso de medicamentos de ação central para controle de crises de soluço, que exigiriam monitoramento por possível impacto cognitivo.

No pedido, a defesa também menciona precedentes jurídicos relacionados a casos de cumprimento de medidas restritivas em regime domiciliar por razões de saúde, reforçando a solicitação de manutenção da prisão humanitária enquanto persistirem as condições clínicas descritas.

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