O Irã busca ingressar no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o Banco dos BRICS, e a ex-presidente Dilma Rousseff está diretamente envolvida nas negociações.
Dilma se reuniu na Índia com o chefe do Banco Central iraniano para discutir a entrada de Teerã na instituição. Segundo a autoridade iraniana, a adesão poderá ocorrer “em breve”, embora o NDB ainda não tenha confirmado oficialmente.
A movimentação preocupa pelo contexto: o Irã é alvo de amplas sanções dos Estados Unidos e de outros países e procura alternativas para ampliar seus canais financeiros internacionais e reduzir sua dependência do sistema dominado pelo dólar.
Ao aproximar o banco de um país fortemente sancionado, Dilma coloca o NDB diante de uma escolha com potenciais consequências diplomáticas e econômicas.
A questão é simples: até que ponto vale aproximar uma instituição financeira ligada ao Brasil de um regime que enfrenta pesadas sanções internacionais?
A negociação pode ampliar a influência dos BRICS, mas também aumenta o risco de atritos com Washington e de novas pressões sobre os países envolvidos.









