O presidente Donald Trump elevou o tom contra Cuba ao declarar que poderá assumir o controle da ilha “quase imediatamente” após operações no Irã. Como sinal concreto, ordenou o reposicionamento do porta-aviões USS Abraham Lincoln no Caribe. Paralelamente, os EUA ampliaram sanções contra Havana, atingindo setores estratégicos como energia, defesa, mineração e finanças.
No campo político, o Senado americano rejeitou proposta que buscava limitar ações militares contra o país caribenho. O secretário de Estado Marco Rubio acusou o regime cubano de colaborar com potências adversárias. Em diversas ocasiões, Trump voltou a mencionar a possibilidade de “mudança de regime” como objetivo.
A resposta veio do líder cubano Miguel Díaz-Canel, que classificou as declarações como ameaças sem precedentes e afirmou que Cuba não aceitará rendição. O cenário amplia a tensão internacional e coloca o governo de Luiz Inácio Lula da Silva sob pressão, diante da histórica relação entre Brasil e o regime cubano.
O avanço das medidas e o endurecimento do discurso indicam que o conflito ultrapassa o campo diplomático e pode redesenhar o equilíbrio geopolítico na região, com impactos diretos para aliados e parceiros estratégicos no continente.









