Um estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) aponta que 65,7% dos equipamentos adquiridos com emendas parlamentares individuais para a Atenção Primária em 2025 não eram de uso médico. Dos 95.598 itens analisados, a maioria corresponde a materiais de infraestrutura, como cadeiras, computadores e aparelhos de ar-condicionado.
O levantamento também mostra uma mudança na destinação das emendas da saúde. Enquanto, em 2016, cerca de 64% dos recursos eram destinados a investimentos, em 2024 esse percentual caiu para aproximadamente 10%, com maior foco em despesas de custeio e manutenção.
Segundo o estudo, a compra desses equipamentos pode refletir a falta de estrutura básica em muitas unidades de saúde. No entanto, o IEPS destaca que a ausência de critérios técnicos nacionais para a distribuição das emendas faz com que a destinação dos recursos dependa, principalmente, da indicação dos parlamentares.









