Em sabatina ao SBT News, cinco dias antes do segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a saída temporária de presos para visitar familiares, argumentando que a medida contribui para a ressocialização. A declaração reacende o debate sobre os limites do benefício e as políticas de segurança pública.
“Se o cidadão foi preso porque cometeu um delito que não seja grave, e essa pessoa tem mulher, tem filho, tem mãe, tem pai, é normal que ela possa visitar os seus parentes”, afirmou Lula. O presidente ressalvou que condenados por crimes hediondos, como estupro, não deveriam receber o benefício.
Na mesma entrevista, Lula também comentou sua mudança de posição sobre a redução da maioridade penal: “Os seres humanos têm que ter a capacidade de mudar de opinião”. A declaração ocorreu em meio à discussão sobre punição criminal e medidas de ressocialização.
Em 2024, o Congresso aprovou o fim das saídas temporárias para visitas familiares, entre outras restrições. Lula vetou esse trecho da proposta, mas os parlamentares derrubaram o veto. A legislação restringiu o benefício, mantendo hipóteses específicas previstas em lei. A posição do presidente volta a colocar em evidência o embate entre sua defesa da convivência familiar dos presos e a decisão do Legislativo de limitar esse tipo de saída.






