Uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Roraima colocou sob os holofotes a atuação transnacional do crime organizado na região Norte do país. Segundo as apurações, integrantes da facção venezuelana Tren de Aragua são suspeitos de integrar uma rede de fornecimento de armamento pesado para o Comando Vermelho (CV), incluindo fuzis e outros equipamentos de uso restrito. A ofensiva resultou na deflagração da Operação Rota do Norte, realizada simultaneamente em diversos estados brasileiros.
A ação mobilizou forças de segurança em Roraima, Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Foram expedidos 25 mandados de prisão preventiva e mais de 30 mandados de busca e apreensão. Os investigados são apontados como integrantes de uma estrutura voltada ao suporte logístico, financeiro e operacional das organizações criminosas, sendo assegurada a todos a presunção de inocência durante o andamento das investigações.
O avanço de facções estrangeiras na região de fronteira tem sido alvo crescente das autoridades de segurança pública, especialmente diante das suspeitas de cooperação entre grupos criminosos que atuam em diferentes países da América do Sul. O objetivo da operação é interromper rotas de abastecimento e enfraquecer a capacidade operacional das organizações envolvidas, consideradas responsáveis por ampliar o poder de fogo do crime organizado no território nacional.








