Com o anúncio da sequência de O Diabo Veste Prada, o assunto tomou conta das redes sociais e, confesso, me chamou a atenção. Quem me acompanha sabe que sempre busco ficar por dentro das tendências, seja no corte de um terno ou na forma como a comunicação evolui. Estar atento ao que está na moda é, para mim, uma forma de manter o olhar atualizado sobre o mundo.
No filme de 2006, a icônica Miranda Priestly nos deu uma aula sobre como a engrenagem das coisas funciona: nada é por acaso. Do tom exato de azul de um suéter até a logística de um grande evento, existe um processo, uma técnica e uma equipe. Hoje, vinte anos depois, a tecnologia mudou o ritmo das nossas conversas, mas a lógica da eficiência continua a mesma.
De olho no que é certo
Nas minhas redes sociais, recebo diariamente um volume enorme de mensagens. E quero que saibam: eu leio sim os comentários e os recados de vocês. Faço isso com muito cuidado, geralmente entre um compromisso e outro, ou no fim do dia, tentando retribuir o carinho e a confiança que recebo.
No entanto, como empresário e ex-prefeito, preciso ser muito honesto: embora eu veja o pedido de reparo ou uma sugestão de melhoria no meu direct ou WhatsApp pessoal, esse tipo de solicitação não pode ser atendido por esse caminho.
Assim como no universo da moda, onde um desfile não acontece sem um planejamento rigoroso, na administração pública, uma demanda só existe oficialmente quando entra pelo canal certo. Quando alguém me envia um pedido pelo meio particular, ele não gera um número de protocolo, não entra em um cronograma de execução e, o mais importante, não gera dados oficiais.
Para que a cidade funcione com a precisão de um figurino bem cortado, precisamos usar as ferramentas adequadas: o 156, a ouvidoria e os canais oficiais.
A demanda é o que gera a correção
Pensem no exemplo do 190. Muita gente deixa de ligar por achar que a viatura não chegará a tempo. Mas é exatamente essa ligação que alimenta o mapa de calor da segurança. Sem o registro oficial, o sistema entende que aquela região não tem problemas. Na manutenção urbana, o 156 cumpre esse papel: ele é o dado que obriga a máquina pública a agir e a prestar contas.
Em 2006, quando Andy Sachs tentava entender o mundo de Miranda, não tínhamos essa conexão instantânea que as redes sociais nos permitem. Hoje, temos a facilidade do clique, mas não podemos cair na armadilha de achar que o atalho resolve o problema. O protocolo não é uma barreira; é a sua garantia de que o pedido será documentado, rastreado e cobrado.
Vamos continuar por aqui acompanhando as tendências e conversando de forma próxima. Mas, para as demandas que precisam do protocolo, convido a usar o canal oficial. Afinal, como o próprio filme ensina: a excelência mora nos detalhes e no respeito aos processos. Já as conversas, as dicas e o carinho, esses são sempre bem-vidos!









