O Tribunal de Contas da União confirmou, em auditoria recente, um prejuízo de ao menos R$ 260 milhões causado pela demora do Ministério da Saúde na aquisição de vacinas CoronaVac em 2023. Das 10 milhões de doses compradas por R$ 330 milhões, cerca de 8 milhões perderam a validade e foram incineradas. Apenas 2 milhões chegaram aos estados, e menos de 300 mil foram efetivamente aplicadas.
O relatório aponta que o próprio Instituto Butantan alertou, ao menos duas vezes, sobre o vencimento iminente dos lotes. Ainda assim, o ministério manteve o ritmo lento e assumiu o risco do estoque elevado, mesmo diante da baixa adesão à vacinação naquele momento. Auditores rejeitaram a justificativa oficial de desinformação, destacando que o cenário já era conhecido antes da compra.
O caso levanta questionamentos sobre gestão e planejamento em um setor historicamente sensível. O processo ainda prevê responsabilizações administrativas, enquanto o episódio reforça o impacto direto de decisões públicas mal conduzidas no bolso do contribuinte.









