A tensão entre Estados Unidos e Cuba voltou a subir após declarações do secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, durante visita à Base Naval de Guantánamo. Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de uma operação semelhante à realizada contra Nicolás Maduro na Venezuela, Hegseth respondeu que “todas as opções estão sobre a mesa” e afirmou que o Departamento de Guerra está preparado para qualquer contingência envolvendo a ilha.
O secretário também advertiu que seria “imprudente” Cuba buscar armamentos capazes de atingir a base de Guantánamo ou o território americano, ressaltando a superioridade militar dos Estados Unidos. As declarações ocorrem em meio ao aumento da pressão política, econômica e diplomática da administração do presidente Donald Trump sobre o regime comunista cubano.
Do lado cubano, autoridades mantêm o discurso de resistência diante das ameaças. O governo enfrenta uma das mais graves crises econômicas das últimas décadas, marcada por apagões frequentes, escassez de produtos básicos e crescente insatisfação popular. Enquanto Washington amplia a pressão sobre Havana, a possibilidade de novos desdobramentos mantém a região em alerta e reforça a instabilidade política no Caribe.









