O publicitário Thiago Miranda entregou seu passaporte à Polícia Federal nesta segunda-feira (14), em cumprimento a uma determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Miranda é investigado na décima fase da Operação Compliance Zero, que apura possíveis irregularidades relacionadas ao Banco Master.
A retenção do passaporte foi solicitada pela Polícia Federal sob o argumento de risco de fuga. Segundo a corporação, o publicitário também teria trocado de celular antes do cumprimento da operação.
No mesmo dia, Thiago Miranda anunciou o encerramento das atividades da agência MiThi. Em comunicado, afirmou que pretende fazer um “ano sabático” após uma década de trabalho.
Em depoimento, o investigado confirmou que contratou influenciadores digitais e apresentou ao banqueiro Daniel Vorcaro um plano de “gestão de crise”. De acordo com a investigação, os contratos teriam alcançado valores de até R$ 8 milhões.
Batizada de “Projeto DV”, a estratégia, segundo a apuração, teria mobilizado ao menos 40 perfis digitais para publicar conteúdos contra o Banco Central e contra o processo de liquidação do Banco Master.
Thiago Miranda é investigado, mas não foi condenado. A contratação de influenciadores, por si só, não configura crime, cabendo à investigação e à Justiça apurar se houve prática de condutas ilegais.









