Registros de acesso do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) indicam que o banqueiro Daniel Vorcaro entrou no Palácio do Planalto acompanhado de Júlio Cezar em pelo menos duas ocasiões de 2024, segundo reportagem da revista Veja.
Em 1º de março, os dois fizeram o registro de entrada no mesmo minuto. De acordo com a delação de Vorcaro, o ministro Alexandre Padilha teria afirmado que tratar com o assessor Olavo Noleto seria o mesmo que tratar diretamente com ele. Em 3 de abril, Júlio teria acompanhado o banqueiro do Postalis, fundo de pensão dos Correios, ao Planalto para encontrar pessoas que Vorcaro identificou como Padilha e Noleto.
O banqueiro afirma que o plano envolvia captar até R$ 10 bilhões de fundos de pensão, com pagamento de 10% em propina, e relata ter desembolsado R$ 500 mil como sinal. Segundo o relato, ele ofereceu à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República mensagens, e-mails, atas e comprovantes de pagamento.
A delação, contudo, foi rejeitada por falta de provas suficientes, e, conforme o relato apresentado, ninguém havia sido formalmente acusado. Padilha e Noleto negam irregularidades, enquanto Júlio Cezar não respondeu aos questionamentos.









