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Tesouro admite fragilidade fiscal e prevê nova reforma da Previdência

O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, reconheceu a necessidade de revisão do atual arcabouço fiscal, indicando possível redução no limite de crescimento das despesas públicas, hoje fixado em até 2,5% acima da inflação. Segundo ele, parâmetros mais restritivos como 2%, 1,5% ou até 1% estão em análise para conter o avanço de gastos obrigatórios, especialmente os ligados à Previdência.

Leal também afirmou que uma nova reforma previdenciária é inevitável diante do envelhecimento da população. Entre as alternativas em estudo está um modelo híbrido, combinando o sistema atual do Instituto Nacional do Seguro Social com mecanismos de capitalização. O secretário destacou ainda que os juros elevados no país possuem solução técnica conhecida, citando a necessidade de revisar regras de títulos incentivados como LCI e LCA.

As declarações ocorrem em um momento de debate sobre sustentabilidade fiscal e crescimento econômico. Apesar do diagnóstico apresentado, eventuais mudanças estruturais tendem a depender de decisões políticas e do ambiente econômico nos próximos anos.

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