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Greve de estudantes da USP paralisa atendimentos e amplia pressão sobre hospitais públicos

Estudantes do internato da Universidade de São Paulo anunciaram nesta segunda-feira (11) adesão à greve geral e decidiram suspender atividades práticas e atendimentos realizados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e no Hospital Universitário da USP. A paralisação atinge diretamente unidades consideradas referência nacional em saúde pública e ensino médico, impactando pacientes que dependem do SUS para consultas, exames e tratamentos especializados.

Entre as principais reivindicações, os estudantes criticam o programa “Experiência HCFMUSP na Prática”, voltado a universitários de instituições privadas que pagam para participar de atividades no Hospital das Clínicas. O movimento também cobra recomposição do quadro de funcionários do Hospital Universitário e reajuste do auxílio permanência estudantil de R$ 885 para R$ 1.804. A reitoria ofereceu aumento para R$ 912, proposta considerada insuficiente pelos manifestantes.

A mobilização ganhou força após a invasão da reitoria da USP entre os dias 7 e 10 de maio, encerrada pela Polícia Militar na madrugada de domingo. Professores titulares da Faculdade de Medicina divulgaram manifesto contrário à paralisação e defenderam a retomada imediata das atividades, afirmando que a continuidade do movimento compromete a reposição das aulas e prejudica a formação acadêmica. Enquanto isso, estudantes da Universidade Estadual de Campinas e da Universidade Estadual Paulista aderiram ao ato unificado realizado nesta segunda-feira.

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