Mato Grosso ocupa uma posição estratégica no combate ao crime organizado por ter mais de 700 quilômetros de fronteira com a Bolívia, região utilizada por rotas de tráfico de drogas e outros crimes transnacionais.
Para o delegado Fred Murta, porém, reforçar o policiamento nas fronteiras não é suficiente. Ele chama atenção para um problema que continua dentro das unidades prisionais: o acesso clandestino a celulares.
Segundo Murta, os aparelhos permitem que lideranças criminosas continuem em contato com integrantes das organizações mesmo atrás das grades, mantendo a estrutura das facções em funcionamento.
A avaliação é que o combate ao crime organizado precisa atingir também a comunicação e o comando das facções dentro do sistema prisional.








