Alexandre de Moraes apresentou, na noite desta segunda-feira (14), uma manifestação em resposta a Edson Fachin, na qual nega a existência de qualquer infração penal relacionada ao caso Banco Master e pede a nulidade do pedido feito por André Mendonça.
Na peça, Moraes afirma que as acusações seriam parte de uma “vingança” promovida por aliados de pessoas condenadas pelo Supremo e atribui motivação político-eleitoral às denúncias. O ministro também sustenta que o procedimento seria ilegal por não ter sido iniciado pela Procuradoria-Geral da República nem submetido ao plenário da Corte.
Moraes questiona ainda a cadeia de custódia do relatório e afirma que o documento não teria sido produzido integralmente pela Polícia Federal, levantando a possibilidade de participação de um órgão externo, possivelmente estrangeiro. Segundo ele, os metadados indicariam inconsistências na produção do material. A alegação, porém, não veio acompanhada de prova no conteúdo divulgado.
O ministro também relacionou o episódio aos atos de 8 de Janeiro, afirmando que a suposta tentativa de golpe teria apenas mudado de forma. A Polícia Federal sustenta que o relatório foi produzido regularmente e que os dados permaneceram sob custódia da instituição. Mendonça não se manifestou sobre a peça.
As declarações fazem parte da defesa de Moraes antes da sessão desta terça-feira (15), quando o plenário do STF analisará o caso. Até o momento, não houve denúncia criminal contra o ministro.









