Poder
Política

Congresso teme virar alvo do fogo cruzado entre ministros no caso Master

Lideranças do Congresso avaliam que o Legislativo pode se tornar um dos principais efeitos colaterais da disputa entre ministros do Supremo em torno do caso Banco Master. O temor envolve possíveis vazamentos da investigação e o uso de operações ou decisões para atingir adversários dentro da própria Corte.

A tensão aumentou após a operação autorizada por Flávio Dino contra o deputado Cezinha de Madureira, apontado como aliado de André Mendonça no Congresso. Como os ministros integram grupos adversários no caso, parlamentares interpretaram a medida como mais um episódio da disputa interna no Supremo.

Outro ponto de preocupação foi um papel encontrado durante operação na casa do senador Ciro Nogueira. O documento trazia nomes de parlamentares do Centrão e do PL acompanhados de números, mas a Polícia Federal ainda não confirmou que os valores tenham relação com pagamentos. Os parlamentares citados não são investigados no caso.

Também voltou ao debate uma suposta lista de convidados de um evento privado realizado em 2023, que incluiria presidentes das Casas Legislativas, ministros do STF e um ex-presidente da Câmara. Os citados negam participação e não foram encontrados registros que comprovem a realização da festa.

Nos bastidores, parlamentares já discutem possíveis desdobramentos políticos e eleitorais da crise. Um deputado citado no documento defende a criação de uma CPI para investigar eventuais vazamentos da PF, enquanto lideranças avaliam que o conflito entre os ministros pode ampliar a pressão por esclarecimentos e até alimentar pedidos de anulação de atos relacionados ao caso. Até o momento, ninguém foi denunciado.

Leia também