Campanha petista apresentou autorizações de 19 pessoas e empresas; defesa de Flávio Bolsonaro diz que só divulgará seus dados após conferir se todas as informações foram incluídas.
A campanha de Lula apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) procurações de 19 pessoas e empresas ligadas ao presidente. A defesa de Flávio Bolsonaro afirma que também abrirá seus dados, desde que confirme que o levantamento abrange todas as informações previstas.
“Se eles trouxerem tudo, a gente traz. Não há nenhuma possibilidade de recuo”, declarou a advogada Maria Cláudia Bucchianeri, segundo a Gazeta do Povo. A equipe pretende analisar a evolução patrimonial de Lula e Janja desde 2003 para verificar possíveis incompatibilidades entre o padrão de vida e os rendimentos declarados.
Deltan Dallagnol, responsável pela análise, afirmou que, da última vez que examinou os sigilos de Lula, o presidente “foi parar na cadeia”. A lista apresentada por Flávio inclui Lulinha, o Instituto Lula, Paulo Okamotto, Guido Mantega, João Vaccari Neto, Frei Chico e registros relacionados a Daniel Vorcaro.
O PT também cobra a inclusão da Alcazar Holdings, empresa de Willer Tomaz na qual, segundo informações atribuídas à Polícia Federal, Flávio aparece como “usuário master” de uma conta. O senador afirma não ser sócio da empresa e, por isso, não apresentar os dados correspondentes.
Até o momento, a entrega de procurações não significa a divulgação dos extratos bancários. O alcance das autorizações e a inclusão de todos os registros mencionados são pontos centrais da disputa entre as duas campanhas.







