O ex-ministro José Dirceu, derrotado na tentativa de conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo, fez críticas à atual estrutura do PT e afirmou que a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva não representa uma vitória propriamente partidária. Em entrevista ao jornal O Globo, ele avaliou que a legenda precisa passar por uma profunda reformulação.
Dirceu também defendeu mudanças na condução política do governo, com ampliação das alianças e disposição para dialogar inclusive com eleitores de Flávio Bolsonaro. Para ele, o PT precisa abandonar a postura de distanciamento em relação a segmentos da sociedade, especialmente os evangélicos, e deixar de tratar os eleitores de direita como adversários irreconciliáveis.
Na área econômica, o ex-ministro reconheceu que o crescimento da dívida pública exige atenção, mas rejeitou a possibilidade de um ajuste fiscal baseado em medidas que atinjam diretamente a população. Ele citou o salário mínimo, as aposentadorias, a saúde e a educação como áreas que não deveriam sofrer cortes.
Ao defender essa posição, Dirceu argumentou que o governo não pode adotar medidas que, segundo ele, não receberam respaldo nas urnas. O ex-ministro também declarou que pretende encerrar sua trajetória eleitoral e não disputará novos mandatos.






