A Lei Rouanet registrou 25.650 projetos culturais em 2026, crescimento de 11,6% em relação ao ano anterior. Entre janeiro e outubro, a captação de recursos chegou a R$ 1,67 bilhão, o maior valor desde a criação do mecanismo, em 1991, segundo levantamento divulgado pelo Metrópoles.
O Ministério da Cultura atribui o avanço à ampliação dos programas regionais de incentivo. Entre 2023 e 2025, os recursos captados no Centro-Oeste passaram de R$ 65,5 milhões para R$ 129,9 milhões, praticamente o dobro. No Norte, o crescimento foi de 84,8%, enquanto o Nordeste registrou alta de 61,1%.
O mecanismo permite que empresas e pessoas físicas destinem parte do Imposto de Renda devido ao financiamento de projetos culturais previamente aprovados pelo Ministério da Cultura. Esses valores deixam de ser recolhidos diretamente pela União e são direcionados aos projetos escolhidos pelos incentivadores. A aprovação, entretanto, não garante o recebimento dos recursos: os responsáveis precisam buscar patrocinadores.
O recorde de captação ocorre em um momento de pressão sobre as contas públicas. Na mesma semana, o governo publicou a medida provisória que regulamenta o Imposto Seletivo, com previsão de arrecadação de quase R$ 42 bilhões em 2027. Também há projeções de queda nos dividendos das estatais e aumento da necessidade de aportes do Tesouro nessas empresas.









