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Defesa de Flávio Bolsonaro contesta decisão de Moraes e pede transferência de investigação

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentou recursos ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter as medidas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, que incluem a retenção dos passaportes e restrições para deixar o país. Os advogados também querem que o caso seja transferido ao ministro André Mendonça.

Um dos principais argumentos da defesa envolve um documento do Banco Santander. Segundo os advogados, a instituição informou que Flávio não era titular, cotitular nem usuário das contas das empresas ligadas ao advogado Willer Tomaz, investigado no mesmo procedimento. A resposta bancária, conforme a petição, já constava nos autos mais de dez horas antes de a Polícia Federal solicitar as medidas cautelares, mas não teria sido considerada na decisão.

Os advogados também contestam o argumento de possível risco de fuga, sustentando que a justificativa apresentada pela Polícia Federal utilizou declarações de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, além de elementos que, segundo a defesa, não demonstrariam uma intenção concreta de deixar o país.

Em outra frente, a defesa pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que analise o possível impedimento ou suspeição de Moraes. Os advogados apontam supostas ligações entre uma empresa mencionada na investigação e negócios relacionados ao escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Caso o pedido seja acolhido, a defesa pretende que a investigação seja redistribuída.

Os pedidos foram apresentados em petições distintas e ainda aguardam análise. Flávio é investigado em procedimento que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas ligadas a Willer Tomaz. A defesa contesta os fundamentos das medidas e busca sua revogação.

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