O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já estaria articulando sua campanha à reeleição, embora a escolha para o comando da Casa esteja marcada apenas para fevereiro de 2027. Segundo reportagem de Malu Gaspar, publicada em O Globo, as negociações envolveriam a oferta de espaços políticos e administrativos a senadores em troca de apoio.
Entre os itens mencionados estão gabinetes, vagas de garagem e participação na distribuição de emendas do Orçamento do próximo ano. A articulação também alcançaria 18 diretorias de agências reguladoras, ministérios e empresas estatais, como o Banco do Brasil.
Outra frente da articulação envolveria a relação com o Supremo Tribunal Federal. De acordo com a colunista, Alcolumbre mantém a posição de que não haverá votação de pedidos de impeachment contra ministros da Corte enquanto estiver na presidência do Senado. A suposta aproximação também poderia envolver um entendimento político capaz de interferir no andamento de investigações sobre o Banco Master e os descontos indevidos em benefícios do INSS.
Na tentativa de reduzir a influência dos parlamentares favoráveis ao impeachment de ministros do STF, Alcolumbre teria entregue ao senador Eduardo Gomes (PL-TO) a relatoria da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
A disputa, porém, terá concorrência. O PL oficializou o senador Rogério Marinho (RN) como candidato à presidência do Senado e terá 29 integrantes na próxima legislatura. Na eleição anterior, Alcolumbre recebeu 73 dos 81 votos possíveis.
As informações sobre as negociações são atribuídas a relatos de bastidores publicados por Malu Gaspar. Alcolumbre não apresentou manifestação sobre as acusações mencionadas no texto original.









