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Gleisi ataca mercado financeiro e apoia proposta para reduzir juros a 7,5%

A deputada federal e ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT) criticou o mercado financeiro nesta segunda-feira (2), ao atribuir a setores do segmento uma postura que classificou como autoritária. Em declarações reproduzidas pelo Poder360, ela também relacionou parte do mercado ao PCC e a movimentos especulativos que, segundo sua avaliação, provocaram perdas bilionárias após o resultado eleitoral.

A manifestação ocorreu em meio à repercussão de uma possível conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o economista André Lara Resende. Ele defende a criação de um conselho para estabelecer uma meta de redução da taxa básica de juros, a Selic, com o objetivo de levá-la a 7,5% em 12 meses.

Gleisi classificou a proposta como fundamental e afirmou que seria uma resposta ao que chamou de ofensiva contra a política fiscal do governo. A ideia, porém, provoca questionamentos sobre a autonomia do Banco Central, responsável por definir a taxa de juros com base nas condições econômicas e nas metas de inflação.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que exista uma reunião marcada entre Lula e Lara Resende. Já o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que as propostas do economista não estão em discussão no governo. O Palácio do Planalto não confirmou a realização do encontro.

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