Poder
Política

Governo já gastou mais de R$ 1,8 milhão com escritórios nos EUA em ações relacionadas a Alexandre de Moraes

O governo federal já desembolsou mais de R$ 1,8 milhão na contratação de dois escritórios de advocacia nos Estados Unidos para atuar em frentes jurídicas relacionadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Mais de R$ 1 milhão foi destinado ao escritório Foley Hoag LLP, responsável por representar o Estado brasileiro na ação movida pelas empresas Rumble e Trump Media. O processo questiona, na Justiça norte-americana, decisões de Alexandre de Moraes que determinaram medidas contra contas e plataformas sediadas nos Estados Unidos.

Além disso, cerca de R$ 837 mil foram pagos ao escritório Arnold & Porter Kaye Scholer LLP para prestar serviços jurídicos relacionados à Lei Magnitsky e às sanções impostas pelos Estados Unidos ao ministro do STF.

Ao comentar o caso, Dárcio Bracarense questionou a utilização de recursos públicos para custear essas contratações. Na avaliação do comentarista, o país enfrenta demandas prioritárias em áreas como saúde e assistência social, o que, segundo ele, torna legítimo o debate sobre a destinação desses recursos.

Bracarense também defendeu que agentes públicos sejam responsabilizados financeiramente por despesas consideradas indevidas, caso eventual irregularidade seja comprovada pelos órgãos competentes.

O caso amplia a discussão sobre os limites da atuação do Estado na defesa de autoridades públicas em processos no exterior e sobre os critérios adotados para a utilização de recursos públicos nessas situações.

Leia também